segunda-feira, 26 de abril de 2010

Como fiquei alegre!

Olá mundo da ecopsicologia! Quando tive a idéia de criar este blog, eu tinha noticias do trabalho de pós-graduação de Santa Catarina sobre a ecopsicologia e a Lagoa da Conceição! Sentia muita falta de material a ecopsicologia em português. Este blog está, pelo menos agora, hibernando. E vai continuar assim por algum tempo. Talvez não volte a ser atualizado. Mas quero registrar que hoje, ao abri-lo depois de algum tempo e após fazer uma rápida pesquisa pelos sites de busca notei um grande número de blogs, sites e pessoas falando sobre o assunto. Me alegro realmente de ver o progresso da ecopsicologia. Já não é algo de outro mundo. Está entre nós. Parabéns a todos! Na área de ecologia / espiritualidade eu posso ser encontrado por aqui: Ecologia e Meio Ambiente
Neblina Criativa

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Os 11 princípios

Os 11 princípios do naturalista espiritualizado


1. A Fonte da Natureza é o espírito
2. A Natureza não é um acidente. Tem significado, significância e propóssito
3. Alguns aspectos da Natureza são invisíveis
4. A Natureza é parte de um todo maior, além do tempo e do espaço.
5. A Beleza da Natureza tem valor intrínseco.
6. O que preserva a beleza e a harmonia da Natureza é bom. O que a destrói é ruim.
7. Todas os animais, plantas e paisagens são sagrados.
8. Todas as criaturas tem direitos iguais à auto-realização
9. O mundo interior é parte da Natureza.
10. Devemos celebrar a criação com música, dança, arte, poesia e contos.
11. A ciência é uma ferramenta indispensável para adquirir conhecimento da Natureza. Mas o "ciencismo" (a crença de que a ciência é a ÚNICA fonte de sabedoria) é uma filosofia perigosa e desvirtuada.

Fonte

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Ecopsicologia, que é?

Quando a natureza desperta a alma

Existe uma estreita ligação entre estes três níveis: a vitalidade individual, as emoções; aquela do mundo onde vivemos; as formas e as cores da natureza; a vitalidade que permeia o Universo, a dimensão espiritual.


"Se a Terra Tivesse um diâmetro de pouco mais de um metro e flutuasse a pouca distância do solo sobre um campo qualquer, viria gente de todo o mundo para admirar as suas piscinas de água tanto pequenas como grandes, e aqueles pedaços de terra que emergem da água. Os visitantes ficariam admirados com a camada finíssima de gás que circunda e protege esta linda bola, bem como com as minúsculas partículas de água suspensas no gás; Se maravilhariam com todas as criaturas na superfície e nas águas. E a bola seria considerada preciosa por ser única e seria protegida para que não estragasse. Seria a maior maravilha conhecida,fonte de inspiração, sabedoria e beleza. As pessoas a amariam e a defenderiam com a própria vida, sentindo que nada teria significado sem a sua existência...

Reflexões poéticas do ecopsicólogo neo-zelandês Olaf Skarsholt citado pela ecopsicóloga italiana Marcella Danon como introdução ao texto que segue e que utilizo para inaugurar este primeiro blog (site) de divulgação da ecopsicologia no Brasil e em português. Se alguém souber de outros, dê-nos dados para que incluamos na lista de links e nossos banco de dados. Este texto é também meu batismo como tradutor amador do italiano. Gostou?




Boa parte da solidão, da falta de sentido da vida e da "Doença da Alma " que tão freqüentemente aflige o mundo civilizado ocidental deve-se à perda de conexão com a origem da Vida e à incapacidade de fazermos as perguntas fundamentais que estão na base da nossa existência. Perguntas que manteriam mais viva a nossa atenção aos laços que temos com o mundo que nos cerca: "quem sou?", "de onde venho?", "para onde vou?"

Temos hoje um problema de alienação da dimensão espiritual e que está estreitamente ligada à alienação de nossas próprias emoções e, não por acaso, também da natureza: quando se forma um casulo em torno daquilo que consideramos o nosso pequeno e importantíssimo "eu", perdemos a capacidade de ver e de sentir aquilo que existe ao redor de nós.


Este é o problema, uma barreira que se cria entre o nosso "eu" e a nossa natureza mais autêntica que si exprime também através das emoções, o aspecto mais vital e dinâmico do nosso ser. Quando Negamos as emoções, negamos tudo o que é espontâneo e natural em nós e, de quebra, tudo quanto é natural e espontâneo no nosso entorno, e por conseguinte também tudo quanto é natural e autêntico no ambiente natural, a natureza selvagem, todo o mundo não "civilizado". Quando negamos a origem da vida material – não é por caso que se use a expressão "Mãe Terra" – nos fechamos à percepção do princípio espiritual que serve de base para toda a criação, nos fechamos a toda outra dimensão que escape da dimensão do ego. Não é de se admirar que nos sobrevenha um dilúvio de depressão e um sentido de vazio!


Para quebrar este isolamento, reentrar no circulo da vida e se re-conectar à totalidade do próprio ser, é necessário antes de tudo, afinar a capacidade de escutar, para capturar a presença e a voz do sentir-se a si mesmo, a si próprio e do sentir aos outros. Depois, é preciso desenvolver a atenção e o respeito por tudo que vive: a partir de nossas próprias emoções, até o ponto de incluir os outros seres humanos, cada outro ser vivente, a natureza em sua totalidade. Quando a abertura se torna tal ao ponto de acolher tanto o mondo pessoal interno como o mundo externo, a vida se revela aos seus níveis mais altos e o indivíduo poderá reconhecer-se como parte de um projeto muito mais amplo e não terá que sentir-se solitário ou solitária. Nunca Mais. Pelo contrário saberá estar conectado profundamente com tudo aquilo que existe.